Vamos combinar uma coisa: eu não tenho nada que ficar me estressando com o problema alheio não é mesmo?
Mas não adianta. Eu tenho essa veia Madre Teresa de Calcutá que acha que vai resolver o problema do mundo. Ao me preocupar com o problema alheio acabo carregando muitas vezes um fardo que não é é meu. E sofro.
Porque quero ajudar e sou impotente. Ou simplesmente porque quero ajudar e tem gente que não quer ajuda ou porque tem gente que não sabe ser ajudada, ou porque a pessoa não precisa da minha ajuda, enfim, existem milhões de situações.
Tipo de coisa que me deixa MUITO indignada porque revela uma característica que eu não gosto em mim, que é o desejo de ser reconhecida, de ser lembrada, de ser vista como boa pessoa, como amiga dedicada, mesmo sabendo que nem de longe eu sou isso aí.
Pura carência. Afetivo-emotivo-social. Esta sou eu.
Claro que nem todo mundo é assim. Tem gente que não se importa.
Porque até onde eu me lembro NINGUÉM se preocupa com os MEUS problemas, e olha que não são poucos. E olha que eu conheço um monte de gente. E a maioria se intitula meus AMIGOS. E eu considero esse tipo de gente, que não tem consideração com o problema alheio, INTELIGENTE.
Porque né, pra quê?
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