Cynceridades
18 de março de 2011
15 de março de 2011
14 de março de 2011
Dia da Poesia
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinícius de Moraes
Pra quem não sabe (eu também não sabia até acessar meu Twitter hoje cedo), hoje, dia 14 de março é o Dia Nacional da Poesia.
A poesia é a arte da linguagem humana, do gênero lírico, que expressa sentimento através do ritmo e da palavra cantada. Seus fins estéticos transformaram a forma usual da fala em recursos formais, através das rimas cadenciadas.
As poesias fazem adoração a alguém ou a algo, mas pode ser contextualizada dentro do gênero satírico também.
Existem três tipos de poesias: as existenciais, que retratam as experiências de vida, a morte, as angústias, a velhice e a solidão; as líricas, que trazem as emoções do autor; e a social, trazendo como temática principal as questões sociais e políticas.
A poesia ganhou um dia específico, sendo este criado em homenagem ao poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), no dia de seu nascimento, 14 de março.
Daqui
11 de março de 2011
1 de março de 2011
Desabafo
Vamos combinar uma coisa: eu não tenho nada que ficar me estressando com o problema alheio não é mesmo?
Mas não adianta. Eu tenho essa veia Madre Teresa de Calcutá que acha que vai resolver o problema do mundo. Ao me preocupar com o problema alheio acabo carregando muitas vezes um fardo que não é é meu. E sofro.
Porque quero ajudar e sou impotente. Ou simplesmente porque quero ajudar e tem gente que não quer ajuda ou porque tem gente que não sabe ser ajudada, ou porque a pessoa não precisa da minha ajuda, enfim, existem milhões de situações.
Tipo de coisa que me deixa MUITO indignada porque revela uma característica que eu não gosto em mim, que é o desejo de ser reconhecida, de ser lembrada, de ser vista como boa pessoa, como amiga dedicada, mesmo sabendo que nem de longe eu sou isso aí.
Pura carência. Afetivo-emotivo-social. Esta sou eu.
Claro que nem todo mundo é assim. Tem gente que não se importa.
Porque até onde eu me lembro NINGUÉM se preocupa com os MEUS problemas, e olha que não são poucos. E olha que eu conheço um monte de gente. E a maioria se intitula meus AMIGOS. E eu considero esse tipo de gente, que não tem consideração com o problema alheio, INTELIGENTE.
Porque né, pra quê?
28 de fevereiro de 2011
Novos Horizontes
Caio Fernando Abreu
Sejam bem vindos ao meu espaço!


